Em véspera de aprovação do Programa de Estabilização Económica e Social, o primeiro-ministro esteve no Parlamento, mas sem levantar muito do que está a ser preparado pelo seu Governo. Isso ficou para amanhã e quase nada para hoje. Mas também no PSD houve já aquecimento para outro amanhã. Foi um debate quinzenal com as cabeças colocadas noutro tempo e uma perninha também no passado de Costa, a propósito de outro Costa.

Continua a falar-se sem máscara, no Parlamento, já que a DGS veio entretanto clarificar que isso é possível se for mantida distância entre o orador e quem o ouve. Uma distância que o Governo quer que não seja visível a outro nível: quando se debater ali que medidas farão parte do programa de emergência para estabilizar a economia depois do desconfinamento. Aí, quer todos, “do Bloco ao Chega” a essa mesa.

O PSD está, obviamente, incluído neste arco largo que Costa traçou, embora o estilo neste debate tenha mudado, com a mudança de orador. Rui Rio ficou no banco e o combate com o primeiro-ministro ficou para Adão Silva. Mais sinais para o amanhã político.

As propostas que antecipam o amanhã que não vai chegar “sem dor”

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