Dezoito pessoas que se dedicavam à prática de atividades criminosas relacionadas com o auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos foram detidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no âmbito de uma operação da Europol.

Em comunicado enviado à Lusa, o SEF informa que os detidos, de nacionalidade estrangeira, no âmbito da operação Nómada, da Europol, pertenciam a uma rede internacional de imigração ilegal que usava os aeroportos portugueses e espanhóis para cidadãos estrangeiros, na sua grande maioria albaneses, chegarem à Irlanda, Reino Unido e Estados Unidos sem visto.

A Polícia Nacional de Espanha, em cooperação com a Polícia da Albânia e as autoridades policiais e de imigração de Portugal, Áustria, França, Itália, Eslovénia, Kosovo, Reino Unido e Estados Unidos, com o apoio da Europol, apreenderam “diverso material como documentos falsificados, diversa documentação financeira, equipamentos eletrónicos, dinheiro e produto estupefaciente” em duas buscas domiciliárias.

No início de 2020, “por iniciativa conjunta de Espanha e da Albânia sob a égide da Europol, estabeleceram-se formas de cooperação, dando-se início a uma investigação considerada prioritária” pelo Centro Europeu contra a Introdução Clandestina de Migrantes (EMSC), explica o documento.

SEF detém quatro estrangeiros suspeitos de falsificação de documentos

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No âmbito desta operação, desde o início de 2020, o SEF registou cerca de 100 ocorrências nos postos de fronteira nacionais, que culminaram com a interceção e detenção de cidadãos albaneses, portadores de documentação falsa ou falsificada, que pretendiam viajar para países como a Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.

“As investigações apoiadas em intensa Cooperação Policial desenvolvida entre a EUROPOL, Albânia, Kosovo e outros países Europeus, onde se inclui Portugal através do SEF, detiveram 46 indivíduos, identificaram mais de 400 imigrantes e apreenderam mais de 1.000 documentos fraudulentos”, conclui a nota enviada.