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João Galamba, um portento que servia o “eng.” Sócrates na internet e hoje serve o dr. Costa no governo, chamou “estrume” ao “Sexta às Nove”. Fez bem. O programa de Sandra Felgueiras é dos raríssimos produtos televisivos que ainda ousa beliscar o gabarito de quem manda, uma insolência intolerável na jovem República Popular Portuguesa. Felizmente, as insolências têm os dias contados. Não tarda, os Galambas desta vida não precisarão de perder tempo e paciência com insubordinações pela simples razão de que as ditas serão punidas – e, com certeza, evitadas – por lei.

A reboque de um “Plano Europeu de Ação contra a Desinformação”, maravilha que só por si prometia, o prof. Marcelo, um dos melhores presidentes do mundo, promulgou no passado dia 8 a “Carta de Direitos Humanos na Era Digital”, de facto o regresso formal da censura. Claro que, dado o nível de submissão do nosso “jornalismo”, já praticamente não havia o que censurar. Mas não convém facilitar. A “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” não facilita: a liberdade de expressão deixa de ser um direito ou deixa de ser humana.

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