O Congresso extraordinário do PSD, que assinalou o reaparecimento da antiga fibra de Luís Montenegro, tantas vezes posta à prova como líder parlamentar na bancada social-democrata – e o de Cavaco Silva, ausente há muito destes conclaves –, teve o mérito de subalternizar a fábula do “golpe de Estado“ do Ministério Público, que houve quem quisesse impingir.

O mote foi lançado por Vasco Lourenço – embora com escassa repercussão mediática –, na vetusta Associação 25 de Abril, que leu nos astros, os contornos do “golpe” gerador da queda do governo, logo definido como “o pior ataque que o 25 de Abril e os seus valores sofrem desde a entrada em vigor da Constituição da República”. Um susto.

Em contrapartida, não lhe ocorreu mencionar o papel das esquerdas – e, em particular do PS – na degradação das instituições, dos serviços públicos, e de um modo geral, da economia, em prejuízo da legítima aspiração dos portugueses de viverem acima do limiar da pobreza.

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