Bloco de Esquerda

Os mata-frades de serviço

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A esquerda bloquista não vê um Povo mas projecta um aglomerado de gente urbanizada e desenraizada que pretende sem alma, sem fé, sem espiritualidade nem verdadeira religião.

O clássico passeio estival aos magníficos, mas absolutamente desolados locais de culto, corredores, salas e claustros dos mosteiros de Alcobaça e da Batalha e do convento de Cristo, em Tomar, alerta-nos para os riscos verdadeiramente mortais da pulsão ideológica cega e totalitária, que são de todos os tempos.
Chama-nos a atenção para os desvios e confinamentos de processos propaladamente reformistas, mal feitos, à pressa e à força, contra a vontade de fundo dos povos, como sucedeu com a assanhada extinção das ordens religiosas em Portugal e confisco dos seus bens e património no fim da chamada guerra liberal (1828-1834).
Restam paredes gloriosas, mas sem destino.
Sem gente e sem alma, duplamente sarcófagos.
A música é sempre a mesma.
Dar o bodo aos pobres.
Levá-los ao caminho.
Supostos iluminados a oferecer aos povos “a civilização e luzes do século que mais lhes convêm”.
Mas, afinal, sempre a crédito dos tais ditos iluminados.
À luz e na exacta medida do que tem sido mais e menos subtilmente gizado, proposto e feito pelos actuais sequazes da extrema-esquerda bloquista, que, afinal, pretendem permanentemente (a dialética não pára!) refundar e prosseguir a seu lucro processos de secularização, esterilização moral e roubo forçados.
Agora já não de conventos, mosteiros, colégios, hospícios e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares.
Agora de todo um grupo humano iliterato que deles está refém e ficou imobilizado como que pelo encantamento de uma serpente malsã e diabólica.
Uma serpente que se podia chamar media, mas que tem outros rostos.
Uma serpente que não vê um Povo mas projecta um aglomerado de gente urbanizada e desenraizada que pretende sem alma, sem fé, sem espiritualidade nem verdadeira religião.
Também sem família e sem educação livre.
Um ajuntamento que se quer pagão porque mais facilmente dominado pelos Robles hipócritas da vida.
Um abjecto ser colectivo, sem cabeça e com banhas, que leva cãezinhos ao colo para dentro de supermercados e restaurantes.
Incorporado no Estado e rubricado como contribuinte líquido da Fazenda nacional.
Calado.
Tosquiado.
Prostituído antes, durante e depois com benefícios ou empregos públicos.
Este esquema ardiloso sempre vendido como moderno e reformista já leva quase 200 anos na última versão.
E já chega.

Miguel Alvim é advogado

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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