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Imagine um software que consegue entrar no seu smartphone e ter acesso a tudo. Às suas chamadas, às SMS, às conversas trocadas no WhatsApp e no Telegram, aos emails. Que é capaz de ativar a câmara e o microfone. E que regista tudo o que escreve no teclado, incluindo as passwords. Tudo isto sem o dono do smartphone se aperceber.

Parece ficção científica, mas não é. É uma realidade que se chama spyware, uma ferramenta produzida por empresas tecnológicas privadas, que está disponível no mercado para quem tem muitos milhões para gastar e muito interesse em vigiar outros. Na prática, são quase sempre os Estados, através das suas forças policiais ou serviços de informação, que adquirem esta nova tecnologia que está a revolucionar o mundo da espionagem mundial.

“Em comparação com as outras ferramentas de espionagem, o spyware é capaz de obter muitos mais dados, porque tem a capacidade de tomar o lugar do dono do dispositivo e assumir o controlo do telefone”, resume ao Observador Chloé Berthélémy, investigadora da associação European Digital Rights (EDRi). “Na prática, transforma um telemóvel numa ferramenta de espionagem que funciona 24 horas por dia.”

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