Não estou certo de que a opinião publicada em Portugal se tenha apercebido da gravidade do que se passou esta semana no capitólio dos Estados Unidos da América, em Washington D.C., como não estou nada convencido de que os políticos portugueses tenham retirado grandes ilações sobre o sucedido.

Vamos por partes.

Desde que perdeu a sua reeleição, que Donald Trump se dedicou a questionar a validade dos resultados, criando uma realidade alternativa em torno do voto popular e do colégio eleitoral. Empenhou-se, em telefonemas já tornados públicos, numa escabrosa tentativa de contornar a vontade dos norte-americanos, ao mesmo tempo que reclamava uma “fraude” que nunca existiu. Não esteve, contudo, sozinho. Mais de metade dos congressistas republicanos apoiaram a sua iniciativa, recusando reconhecer Joe Biden como presidente-eleito dos Estados Unidos. E nenhum deles, durante os quatro anos da presidência Trump, se levantou para colocar em causa as variadas enormidades proferidas, as múltiplas vénias a tiranetes estrangeiros e o evidente aproveitamento do cargo para benefício da sua família e das suas empresas.

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