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Bastou um vírus e a inevitabilidade de termos de conviver com ele, para que rapidamente boa parte da nossa sociedade tenha capitulado e desenvolvido pulsões totalitárias. Essa vontade de ir mais longe na compressão dos direitos, vendo nisso a solução para resolver o incerto, não é por estes dias apenas do Estado nem dos adoradores das fórmulas de Ordem. São vários os cidadãos, dos mais diversos quadrantes políticos, que rasgam as vestes em defesa de soluções securitárias, exigindo ao Estado sevícias e outro tipo de humilhações, convencidos que tal expiação patrocinará a eliminação completa do novo coronavírus da face do planeta e o regresso ao passado e à tão desejada vidinha.

Sempre soubemos que a luta pela segurança tende sempre a ser mais forte do que o amor à liberdade. Nada demais, até F. A. Hayek defendeu ser sensato em certas situações sacrificar temporariamente a liberdade de modo a garanti-la no futuro. Suportando-nos naquele conhecimento que foi vivido, consumado nesse saber da experiência feito, podemos afirmar hoje, sem dificuldade, que a segurança é um pressuposto para a liberdade. Enquanto não se dissiparem as memórias destes tempos que estamos a viver, será claro para nós que o exercício pleno da liberdade é uma consequência, uma decorrência, da segurança.

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