“O perigo de uma história única” é o tema de uma tedtalk da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie que, a partir dos seus livros, de que é exemplo o romance “Americanah”, aborda questões raciais e de identidade, de preconceito e ignorância e os dilemas e as contradições humanas relacionados com a integração e adaptação a novos mundos e culturas.

Neste discurso, tal como nos romances que escreve, Chimamanda Adichie alerta para o “perigo de uma história única” e para a tendência, que todos temos, de procurar respostas simples, reduzindo a complexidade humana a rótulos e criando narrativas únicas sobre cada pessoa ou cada lugar:  “As histórias têm sido usadas para expropriar e difamar, mas as histórias também podem ser usadas para empoderar e humanizar. As histórias podem quebrar a dignidade de um povo, mas as histórias também podem reparar essa dignidade quebrada.”

Quando vi online esta tedtalk há já uns anos lembrei-me de uma workshop de mediação entre jovens israelitas e palestinianos que fiz sobre ‘o diálogo intercultural’ no contexto do conflito israelo-palestiniano. O discurso centrava-se na importância da aprendizagem das diferentes narrativas históricas e como a compreensão da lógica interna de cada narrativa é indispensável para se compreender a origem do conflito e a paralisia que se vive no processo de reconciliação.

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