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As recomendações gerais, incluindo da Organização Mundial de Saúde, é que se a prioridade na vacinação contra o Covid-19 seja definida de acordo com a vulnerabilidade – risco de morte – e a exposição ao risco de ser contagiado. Neste quadro, baseado obviamente em dados e estudos, os grupos prioritários parecem óbvios e em linha com o que inicialmente o Governo definiu. Os trabalhadores na saúde e nos lares e os idosos, começando pelos mais velhos.

Mas tudo começou a ser virado do avesso, a partir de determinada altura, até chegarmos a este ponto de dar prioridade aos professores quando há sítios onde ainda não se chegou à vacinação das pessoas entre os 80 e 85 anos e quando se verifica que há, neste momento, em termos relativos, tantas pessoas vacinadas com 65-79 anos como com 25-49 anos – ou seja, 6% da população desse segmento, de acordo com dados da Direcção-Geral da Saúde atualizados a 21 de Março. Claro que a explicação pode estar na prioridade dada ao sector da Saúde, mas isso só reforça a necessidade de respeitarmos o critério da idade. Porque com os professores, a diferença corre o risco de se tornar significativa.

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