Eleições Europeias

Serão estas as últimas eleições europeias? /premium

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Durante anos os partidos políticos lamentaram o desinteresse dos cidadãos pela ideia de 'Europa', mas agora que a defesa dessa Europa se torna pertinente não têm nada para mostrar.

Durante anos os partidos políticos lamentaram-se por as eleições europeias não despertarem qualquer interesse entre os portugueses. Na verdade, votar para o Parlamento Europeu não apresentava grande interesse porque as repercussões na vida das pessoas eram mínimas. Em 2019, a situação mudou, as europeias serão eleições cruciais para o futuro da UE e, em consequência, para o futuro de todos nós. Infelizmente, os partidos que sempre se lamentaram por os cidadãos não se interessarem por estas eleições ainda não perceberam o quão importante estas se tornaram.

Prova disso mesmo são os candidatos dos maiores partidos. Os rostos são os mesmos (Rangel repete-se pela terceira vez no PSD, João Ferreira além de vereador em Lisboa é deputado europeu desde 2009, à semelhança de Marisa Matias pelo BE e de Nuno Melo no CDS) e quando não o são, reproduz-se a lógica de quem encara a ida para o Parlamento Europeu como um período de repouso, pausa, que faça esquecer uma má prestação (como é o caso de Pedro Marques no PS).

Perante os novos desafios não são de esperar novas soluções. E os desafios são imensos a começar pela possibilidade de a UE não resistir até às próximas eleições para o Parlamento Europeu em 2024. São demasiados problemas em cima da mesa, desde o Brexit à Catalunha, da crise dos refugiados ao governo populista em Itália, do fim anunciado da era Merkel na Alemanha à fraqueza política de Macron em França, a que se soma a eleição do próximo Comissário Europeu que poderá, pela primeira vez, vir a questionar a política monetária da moeda única. Se há forças políticas que defendem o fim da moeda única, outras não o dizem de um modo tão directo preferindo uma reforma do euro com vista a  torná-la numa moeda mais maleável às pressões políticas que às monetárias e, dessa forma, incapaz de impedir a inflação que é o principal objectivo do governo em Berlim. A juntar a tudo isto, a displicência com que Trump encara a Europa e a vontade que Putin tem de vingar a humilhação russa de 1991 não ajuda a que se encare o futuro de ânimo leve.

Perante os novos desafios seriam de esperar novas soluções. Que não se ouvem. Durante anos os partidos políticos lamentaram o desinteresse dos cidadãos pela ideia de ‘Europa’, mas agora que a defesa dessa Europa se torna pertinente não têm nada para mostrar. As eleições do próximo mês de Maio podem ser as últimas europeias, mas nenhum dos referidos candidatos tem o que quer que seja a dizer sobre essa eventualidade. Destruir é muito mais fácil que construir.

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