Em entrevista à Barcelona Televisión (BTV), a recém-eleita presidente da Câmara de Barcelona, e líder da plataforma Barcelona en Comú (BComú) — que reúne cinco partidos de esquerda, entre quais o Podemos –, disse que não “assinará um roteiro impróprio”.

As Eleições Autonómicas da Catalunha, nas quais se discutirá a independência ou não da região, realizam-se em setembro, mas Colau não quer unir-se aos partidos Convergència e ERC (ambos pró-independência). Ada Colau sempre foi, aliás, mais pró-Barcelona e pró-sociedade, que pró-independência no seu discurso.

A rotura de Colau com duas das forças da esquerda catalã, não impossibilitará, no imediato, a formação de um Governo Municipal, uma vez que, diz a presidente da Câmara, “tudo está ainda em aberto”, e as negociações com o PSC e o Esquerra “são a cada dia mais positivas”. No entanto, e caso não se avance com um acordo que una as três partes, o BComú admite que “está preparado” para governar em minoria.

A entrevista de Ada Colau surge dois dias depois de Oriol Junqueras, o líder do ERC, ter dito à Catalunya Radio que só se coligará com o BComú se a plataforma assinar o tão propalado roteiro da independência. Esta não é, aliás, a primeira vez que Junqueras “desafia” Colau e o BComú.

Logo a seguir às eleições de 24 de maio em Barcelona, o principal rosto do ERC afirmou que “não aceitaria um Governo Municipal tripartido” em Barcelona do BComú, do PSC e do Esquerra. Tudo porque o Esquerra estaria muito distante de si e do ERC, sobretudo em relação à questão da independência. Ao que se vê e ouve, não é agora o único.