União Europeia

UE diz que mecanismo para comércio com Irão mostra “compromisso” com acordo nuclear

Paris, Londres e Berlim prometeram a Teerão encontrar um mecanismo para manter as trocas comerciais com o país, permitindo que o Irão continuasse a vender petróleo e a importar outros produtos.

Estão a ser criados mecanismos para continuar a negociar com o Irão, apesar das sanções dos EUA após a retirada de Washington do acordo sobre o programa nuclear iraniano

HANS PUNZ/EPA

O Reino Unido defendeu esta quinta-feira, em conjunto com a França e a Alemanha, que o mecanismo criado por estes países para trocas comerciais com o Irão mostra “o compromisso firme” da União Europeia (UE) com o acordo nuclear.

“Hoje estamos a anunciar o passo significante que demos no estabelecimento de um compromisso com o acordo nuclear firmado com o Irão, que vai permitir retirar as sanções aplicadas àquela população”, declarou ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, em Bucareste, na Roménia, onde estão reunidos até sexta-feira os chefes da diplomacia da UE.

Aludindo ao novo mecanismo europeu, que surge na sequência da decisão dos Estados Unidos de abandonarem o acordo nuclear, o responsável britânico vincou que este instrumento vai “apoiar e retomar” as trocas comerciais com o Irão. Jeremy Hunt falava junto dos seus homólogos francês e alemão, Jean-Yves Le Drian e Heiko Maas, respetivamente.

Esta é uma demonstração clara de que continuamos firmemente comprometidos com o acordo nuclear de 2015 firmado com o Irão”, acrescentou

O governante britânico sublinhou que se trata de “um grande passo, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, pelo que estes três países e o Irão estão a “trabalhar de perto os aspetos legais do mecanismo para o pôr em funcionamento, incluindo estabelecer as necessárias contrapartidas estruturais”. O chefe da diplomacia britânica salientou: “somos claros e este compromisso não nos detém de condenar as atitudes hostis do Irão”.

A reunião informal dos chefes da diplomacia da UE, que termina sexta-feira, decorre no palácio do Banco Nacional da Roménia, numa altura em que a Presidência da UE é assumida por este país.

Mecanismo da UE para negociar com o Irão é uma “primeira etapa”

Teerão qualificou esta quinta-feira de “primeira etapa” o novo mecanismo lançado pela União Europeia (UE) para continuar a negociar com o Irão apesar das sanções norte-americanas na sequência da retirada de Washington do acordo sobre o programa nuclear iraniano.

“O canal de comunicação financeira”, que será esta quinta-feira oficialmente divulgado, é “a primeira etapa no âmbito dos compromissos assumidos pelos europeus em relação ao Irão”, que se espera “sejam totalmente cumpridos e não apenas em parte”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela agência oficial Irna.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou em maio a sua decisão unilateral de retirar os Estados Unidos do acordo internacional sobre o nuclear de 2015 e de restabelecer sanções económicas contra o Irão.

O acordo nuclear foi assinado entre o Irão e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, além dos Estados Unidos, o Reino Unido, França, Rússia e China, mais a Alemanha, e os restantes signatários do acordo mantiveram o compromisso com Teerão.

Paris, Londres e Berlim prometeram a Teerão encontrar um mecanismo para que as trocas comerciais com o país se pudessem manter, permitindo nomeadamente que o Irão continuasse a vender petróleo e a importar outros produtos ou serviços necessários à sua economia.

A Alta Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, deu esta quinta-feira as “calorosas boas-vindas” ao mecanismo que será divulgado pela Alemanha, França e Reino Unido, visando facilitar as transações financeiras e a venda de petróleo iraniano.

Realçando a “componente económica” desta iniciativa, Federica Mogherini notou que este mecanismo possibilitará que “as relações comerciais legítimas continuem”. “A UE apoia totalmente a aplicação do acordo nuclear com o Irão pela simples razão de já termos visto que resulta”, declarou a Alta Representante da UE.

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