“As vacinas reduziram o impacto do vírus e continuam uma ferramenta-chave para combater a pandemia.” A frase é de Marco Cavaleri, chefe da Estratégia de Ameaças Biológicas para a Saúde e Vacinas na Agência Europeia do Medicamento (EMA), mas a mesma ideia foi usada pela diretora executiva do organismo.

Não há dúvidas de que as vacinas reduziram o impacto do vírus, salvando as pessoas de doença grave e morte, ainda há muito a ser feito”, alerta Emer Cooke, diretora executiva da Agência Europeia do Medicamento (EMA), em conferência de imprensa.

Marco Cavaleri reconhece as limitações das vacinas, como não serem 100% eficazes e a proteção diminuir ao longo do tempo, mas apresenta soluções como os reforços e a mistura de vacinas diferentes. Além disso, apresenta os tratamentos já aprovados e em análise que podem servir de complemento à vacinação.

Diminuição da proteção ao longo do tempo

Marco Cavaleri reconhece que há uma diminuição da eficácia das vacinas ao longo do tempo, como aliás acontece com outras vacinas, mas assegura que as doses de reforço são capazes de restaurar essa proteção.

Os reforços das vacinas da Pfizer/BioNTech e Moderna passados seis meses da segunda dose já estão aprovados. O reforço da vacina da Janssen dois meses depois da dose única está em estudo pela EMA. Além disso, também já estão autorizadas as doses adicionais a pessoas com sistemas imunitários vulneráveis acima dos 12 anos.

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Para as doses de reforço, Marco Cavaleri diz que os efeitos secundários previstos são os mesmos que para as doses iniciais e que, até ao momento, não foram encontradas novas situações após a terceira dose.

Sobre a mistura de vacinas, quer no esquema vacinal inicial, quer na dose de reforço, a EMA ainda está a analisar e prepara-se para emitir recomendações em breve (talvez no final da próxima semana). Até ao momento, os dados mostram uma boa resposta imunitária e uma proteção relevante.

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