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Seja a paixão pela terra, o desejo de encontrar um novo lar, por uma questão de dividendos ou pelo impulso de preservar, a Comporta é o postal português sobre o qual recaem todas as atenções. A beleza natural praticamente intocada, a proximidade do mar e a pequena escala dos núcleos urbanos atraem centenas de visitantes. Percebemos que se encantem pela Comporta, marca que já deixou de ser apenas uma vila para abarcar uma linha de costa com mais de 40 quilómetros.

A arte, a natureza e a arquitetura são atributos inegáveis. Mas o crescimento repentino gera reticências — o défice de infraestruturas, a sazonalidade, o desequilíbrio dos ecossistemas naturais e a aculturação são ameaças que pairam sobre a região, que recebe, por estes dias, uma vaga de investimentos privados sem precedentes. Como estará a Comporta daqui a dez, 15, 20 anos? Menos verde? Mais povoada? Mais rica? Mais moderna? Parecida com o Algarve? Falando com arquitetos, investidores, autarcas, empreendedores, ambientalistas e pioneiros, fomos tentar traçar o futuro deste paraíso português.

Um arquiteto no arrozal: à descoberta da Quinta da Comporta

Há 12 anos, Miguel Câncio Martins fazia os primeiros esboços daquele que seria o seu grande projeto de vida. Um hotel, cujo conceito se fundiu, desde o primeiro traço, com a paisagem e a tradição da Comporta. Ao arquiteto não falta mundo, afinal é ele quem assina projetos tão marcantes como a discoteca Pacha, em Marraquexe, e o Buddha Bar, em Paris. Ainda assim, há sonhos que exigem territórios específicos e o de erguer a Quinta da Comporta debruçada sobre um arrozal não deixou alternativas senão esperar pela oportunidade certa para se fixar numa região que lhe é querida. “Há muito tempo que a Comporta ocupa um lugar no meu coração. Tinha 11 e 12 anos quando vinha para cá, mas não havia onde ficar nessa altura”, recorda o arquiteto, à conversa com o Observador.

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