Numa manhã de outono em 2017, Tolentino Mendonça recebeu o telefonema que mudou a sua vida. O padre e poeta português, vice-reitor da Universidade Católica e capelão da Capela do Rato, em Lisboa, atendeu e ouviu a voz do Papa Francisco, que tinha acabado de celebrar a sua missa diária na Capela de Santa Marta, no Vaticano. O argentino tinha um convite para lhe fazer: queria que Tolentino fosse o pregador do retiro quaresmal anual do Papa e dos cardeais da Cúria Romana, agendado para fevereiro de 2018.

O padre reagiu com surpresa e humildade:

— Olhe, mas está a convidar um pobre padre português para pregar o retiro, não sou um grande teólogo, não sou um pensador ao nível da Cúria Romana. Sou um pobre padre — respondeu Tolentino.

— Mas é bom. É isso que quero, quero um padre a pregar-me o retiro — insistiu o Papa Francisco.

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