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O apelo chega de uma mãe através do grupo de troca de mensagens dos “Médicos pela verdade Portugal” na aplicação de telemóvel Telegram: tem um filho de 22 anos que foi chamado para fazer o teste de rastreio para o SARS-CoV-2 porque contactou com uma pessoa infetada durante uma viagem de trabalho. O que pode fazer? A resposta chega de alguém identificado como “Maria de Oliveira – Médica”, com uma receita que passa por tomar alguns suplementos e fazer várias lavagens ao nariz e à garganta.

A ideia será conseguir eliminar “todos os restos virais” dos locais onde é feita a recolha das amostras com a zaragatoa, como se lê numa outra mensagem também atribuída à mesma médica e com a mesma receita, de forma a que o teste PCR para deteção do vírus dê negativo — mesmo que a pessoa esteja infetada. Na recomendação, é dito que “é importante limpar as fossas nasais e a orofaringe de todos os restos virais”. “Se o fizer regularmente e depois imediatamente antes de ir fazer a zaragatoa verá que testará negativo”, conclui.

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