Há um dia em que acaba por acontecer e lá chega a gota de água que faz transbordar o copo. Esse dia foi ontem. Se o Presidente da República não teve força, não teve coragem, não teve discernimento para fazer frente ao primeiro-ministro no processo que levou à substituição de um homem íntegro e exemplar como Vítor Caldeira como Presidente do Tribunal de Contas por outro, José Tavares, sobre o qual recaem as maiores suspeitas, então para que serve o Presidente?

Estou a colocar o problema de uma forma brutal, mas é de uma forma brutal que ele deve ser colocado.

Vivemos tempos de excepção que e vamos continuar a viver tempos de excepção. Nos últimos meses vimos serem-nos impostos inúmeros “diplomas legais que parecem ter sido elaborados de cabeça perdida, sem ponderação e sentido das proporções”, muitos dos quais limitam sem justificação as nossas liberdades e desprezam as nossas garantias. Já me insurgi várias vezes contra isso e sempre lamentei que quando o Governo dizia mata, quase sempre o Presidente acrescentava esfola. O medo da doença parecia justificar tudo.

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