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1. Rui Rio está a transformar o PSD num partido cada vez mais irrelevante, pouco credível e até inútil para os portugueses. O que aconteceu com o caso Silvano demonstra bem a incompetência de Rio e da sua direção nacional, como também revela a tacanhez política da atual liderança do PSD.

Incompetente porque não soube matar à nascença um caso simples — como aquele que envolve José Silvano. Bastaria que o secretário-geral do PSD e a (inesquecível e ‘carne para canhão’) deputada Emília Cerqueira tivessem dado imediatamente uma explicação minimamente credível ao Expresso (jornal que noticiou o dom de ubiquidade de Silvano em exclusivo) para o caso não ter assumido a proporção que assumiu.

E tacanhez política porque ao mesmo tempo que Rui Rio fala em “banhos de ética”, recusa-se a exigir consequências a um aliado político por ter falhado numa situação básica como alegadamente ser cúmplice na falsificação dos registos de presenças da Assembleia da República. Os “banhos de ética”, portanto, são para os outros — menos para Rio e para os seus amigos.

Nem vale a pena falar da absoluta falta de respeito pelos portugueses demonstrada pela graçola de falar em alemão para evitar respostas aos jornalistas sobre o caso Silvano.

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