Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Primeiro, conversou com Carlos Moedas. Depois, deixou de conversar. Primeiro, teve um candidato próprio. Depois, deixou de ter. É a história da Iniciativa Liberal em Lisboa. Nada tem de surpreendente. Estamos perante o que se poderia esperar de um pequeno partido a tentar descobrir, numa espécie de crise de adolescência política, quem é e o que lhe convém. Percebe-se a tentação da candidatura: fazer prova de vida, contar votos, etc. Nas eleições presidenciais, não tinha importância concorrer contra o Presidente da República, porque de facto ninguém ameaçava a sua reeleição. Mas nas eleições autárquicas, e muito especialmente em Lisboa, um candidato da IL pode fazer a pequena diferença de que a vereação socialista precisa para prolongar os seus 14 anos de senhorio da cidade. A IL acha que vale a pena correr esse risco. Mas aqueles que em Lisboa e em Portugal acreditam que é urgente uma mudança de governo, o que devem achar?

Não quero ser desnecessariamente crítico da IL ou do Chega, que também, como não podia deixar de ser, anda à procura de um candidato em Lisboa.  O grande problema destes novos pequenos partidos é que nasceram mesmo muito pequenos. De tanto falar deles e das suas sondagens, esquecemo-nos por vezes que a IL e o Chega têm apenas um deputado cada um na Assembleia da República. Não se sabe ao certo quantos militantes têm, e qual a densidade da sua organização. O Chega dá uma ideia das prováveis dificuldades a esse respeito: diz ter cerca de 28 mil militantes, mas só um pouco mais de metade, cerca de 15 mil, têm as quotas em dia, e apenas 3 317 – menos de 12% — se incomodaram para votar na eleição do líder esta semana.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.