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Enviado Especial a Pequim 

Na véspera da chegada do Presidente da República à China, o Embaixador de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte, fez um pré-arranque do programa oficial com um jantar na Residência, para o qual convidou alguns elementos da Orquestra de Câmara da Cidade Proibida.

Este grupo de músicos, que também são professores e académicos (alguns tidos como verdadeiros virtuosos) foi criado com o objetivo de expressar as mudanças que estão a ter lugar na China contemporânea através do som de instrumentos antigos, como o erhu, uma espécie de violino com apenas duas cordas, que são suficientes para produzir um som que imediatamente nos remete para a China. Duas cordas apenas que, trabalhadas por mãos talentosas, umas vezes parecem um delicado lamento e outras uma proclamação dramática.

Esta noite, e antes do jantar, a orquestra tocou no páteo exterior da residência duas peças que fazem parte do repertório da famosa ópera de Pequim: “Flor de Jasmim” e o clássico “Adeus Minha Concubina”, que chegou a ser interpretado como uma ode ao fracasso da humanidade e à impossibilidade de fugirmos daquilo que é o nosso destino.

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