Enquanto dormia… |
… Luís Montenegro desferia um violento ataque contra o Ministério Público. O primeiro-ministro disse estar “revoltado” com a notícia de que os procuradores responsáveis pela averiguação preventiva sobre a Spinumviva consideram que deve ser aberto um inquérito-crime. “Uma pouca vergonha”, insurgiu-se o líder social-democrata. Entretanto, em comunicado, a Procuradoria-Geral da República já veio garantir que não há “qualquer convicção formada que permita encerrar a averiguação preventiva”, desmentido a informação inicialmente avançada. Um caso que vai, inevitavelmente, marcar a reta final da campanha autárquica. |
Campanha essa que segue a todo vapor. Sebastião Bugalho continua a vestir o fato de líder em formação. Na cidade do Porto, há nova sondagem com empate técnico entre Pedro Duarte (com ligeira vantagem) e Manuel Pizarro. Em Sintra, Pedro Passos Coelho apareceu ao lado de Marco Almeida e, além do apelo ao voto no candidato, deixou recados para todos — Montenegro incluído. André Ventura entusiasmou-se e Mariana Mortágua, já de regresso a terra firme, também. Sem Passos, mas com a companhia de Paulo Portas, Gonçalo Matias e Sebastião Bugalho, Carlos Moedas teve o seu melhor dia de campanha e lançou-se contra Alexandra Leitão: acusou a adversária de ter um projeto de ódio contra ele e contra o modelo de sociedade de Lisboa. Segue viva a corrida autárquica. Todos os desenvolvimentos do dia podem ser seguidos neste liveblog. |
O que também está bem vivo é o combate cerrado à EMEL. Na capital, há um esquadrão que declarou guerra à empresa: queimam carrinhas e destroem radares e parquímetros, e ninguém sabe quem são. Estudam os alvos durante meses, usam ácido, fogo e outros métodos e deixam radares e parquímetros fora de uso. Nunca foram apanhados e já destruíram centenas de equipamentos. |
Entretanto, novidades sobre a flotilha: o Ministério dos Negócios Estrangeiros fez saber em comunicado que os quatro portugueses que viajaram até Gaza, e que foram depois deportados por Israel, vão ter de pagar a viagem de regresso a Portugal. Mariana Mortágua, uma das visadas, já reagiu: “Pagarei o bilhete, comprando a prova de que há ministros sem espinha. Um governo decente mandaria a fatura ao genocida”. |
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