Enquanto dormia… |
… Javier Milei festejava a sua vitória em toda a linha nas urnas argentinas enquanto os peronistas, em segundo lugar, diziam que o reeleito Presidente não tinha razões para celebrar. As contas eleitorais davam razão ao líder libertário da “motosserra”: 40,8% dos votos que validaram a aposta de Trump e fizeram Milei prometer um parlamento “mais reformista” e a “construção de uma grande Argentina”. |
Deste lado do Atlântico eram outras as cores e os números da eleição que marcaram o fim de semana em Portugal. Confirmado o inevitável — a segunda volta nas eleições do Benfica — Rui Costa, o mais votado, orgulhou-se dos resultados obtidos, felicitou o exemplo de “democracia” dado pelos benfiquistas e respondeu ao agora adversário único: “Também posso dizer que 70% não acredita no outro lado”. Noronha Lopes, que “esperava melhor”, mas não desiste do segundo round, abrira as hostilidades ao dar os parabéns a Rui Costa: “60% dos sócios não se reveem no atual rumo do clube”. Afinal, quem são os vencidos e os vencedores desta eleição encarnada? O editor do Desporto Bruno Roseiro explica-lhe “o fenómeno que ficou pela bolha, o peso dos 50 votos e uma maioria silenciosa que apareceu”. |
Hoje, o dia faz-se com outras contas, noutro tabuleiro e com final conhecido: as do Orçamento do Estado. A proposta do Governo para 2026 começa a ser debatida em plenário na Assembleia da República às 15h00, sendo certa a sua aprovação na generalidade, com a abstenção do PS. Vamos acompanhar tudo ao minuto, neste nosso artigo em direto. Este é o segundo Orçamento de Luís Montenegro, num lance “minimalista”. Se pudesse interferir neste documento, o que mudaria? Que medidas descartaria e que outras colocaria em cima da mesa? Aceite o desafio do Observador e faça o jogo “O Meu Orçamento”, veja o resultado e partilhe os resultados. Tem as regras todas aqui. |
Mais confusas — para dizer o mínimo — são as contas do Montepio Geral alvo de um inquérito judicial já antigo. A necessidade de liquidez do banco levou a um alegado financiamento fraudulento iniciado no Finibanco Angola e ao projeto de uma nova sede desnecessária que custou 50,7 milhões de euros, que deu 100 metros quadrados de trabalho a cada funcionário e um prejuízo de 30 milhões de euros. Num exclusivo, o Observador avança com dados da primeira acusação conhecida contra Tomás Correia, “o todo-poderoso presidente do Montepio Geral entre 2011 e 2019 e mais dois gestores do Finibanco Angola”, escreve o redator principal Luís Rosa. Em causa estão crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais. |
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Uma boa segunda-feira, até já. |