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Usar as eleições regionais nos Açores para comentar a realidade política nacional pode induzir-nos em erro por um número infindável de razões. Interpretar as ilhas como uma Lisboa polvilhada e rodeada por mar é muito fácil, mas pouco factual. No arquipélago para que todos agora olham, nem todos realmente vêem.

O Partido Socialista dos Açores, por exemplo, na sua visão do mundo, é bem mais conservador do que o PS no seu eixo Aveiro–Príncipe Real. O seu americanismo e a sua proximidade à cultura tauromáquica não encaixam, de todo, na arquitetura mental em vigência no Largo do Rato. O CDS, por sua vez, cimentado na Terceira, mantém há largos anos uma relação de cooperação com o executivo de Vasco Cordeiro, votando favoravelmente orçamentos que nem dependiam do seu apoio para sobreviverem. No PSD, talvez a diferença mais fundamental seja o distanciamento do poder: nacionalmente, não lhe toca há cinco anos; nos Açores, há 24.

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