Se há coisa que o Governo de António Costa evidenciou desde o início da pandemia Covid-19 foi a sua incapacidade para a prever e gerir. Ora, isto não é novidade. Os socialistas, e a esquerda em geral, são péssimos a gerir crises. Atiram com dinheiro e subsídios para todo o lado, compram apressadamente os materiais que diziam não ser necessários e decidem ao sabor de opiniões que mudam de um dia para o outro. A governação socialista é uma moratória da qual, inevitavelmente, emerge uma bancarrota.

A gestão da saúde pública deste Governo resume-se em poucas linhas. A Covid-19 era um vírus da Ásia que não chegaria cá – e, se chegasse, sem apresentar passaporte não entraria – mas que até poderia ser uma oportunidade (segundo a Ministra da Agricultura). Não era necessário fechar as escolas; foram encerradas no dia seguinte. Não faltava nada ao SNS; compraram-se ventiladores (com instruções em mandarim) e outros materiais de urgência. As máscaras eram dispensáveis; tornaram-se obrigatórias. Os testes negativos davam falsa sensação de segurança. E até foi necessário uma task force das vacinas para que a task force inicial cumprisse a sua obrigação de vacinar os prioritários. Porquê? Porque o compadrio que caracteriza os socialistas materializou-se na vacinação daqueles que não eram prioritários, mas que tinham cartão ou uma qualquer ligação ao socialismo.

Tudo porque estávamos (estamos?) em guerra pela saúde. Contudo, da tibieza, hesitação e incapacidade de gestão dos generais socialistas resultaram duas certezas: primeiro, os decisores políticos são inimputáveis; segundo, a culpa é dos Portugueses. E quais foram as medidas de combate ao vírus?

  • Desrespeito pelas liberdades e garantias constitucionalmente consagradas;
  • Mais burocracia (leis, regulamentos, procedimentos, etc.);
  • Mais transferências para o Novo Banco;
  • Mais fundos para TAP (mais do que para o SNS) para evitar despedimentos (outra anedota do Pedro Nuno Santos);
  • Mais e mais impostos.

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A mais recente norma é a proibição de desporto na praia e o uso obrigatório de máscara nos acessos à mesma. Até os vacinados a devem usar. Porém, apesar de o Governo ter decretado que a prática desportiva ao ar livre não é saudável, eu vou levar raquetas para a praia. Já sei que não posso jogar com o salva-vidas, mas posso pôr o meu braço direito a jogar contra o esquerdo. E sabendo-se que a vitamina D é boa para o sistema imunitário e que a radiação ultra-violeta tem uma acção desinfectante que inativa os vírus, qual é a razão para o uso da máscara nos acessos à praia?

Sou contra o uso da máscara? Não. Sou absolutamente contra a obrigatoriedade do seu uso. A opção de usar ou não usar a máscara deve ser do indivíduo. Qualquer pessoa responsável e de bom senso sabe quando deve e não deve usar máscara. Eu não brinco com a minha saúde, nem tenho tendências suicidas ou homicidas. Imagino que a maioria dos Portugueses partilhem destas ideias. Assim, depois da desastrosa gestão a que sujeitou os Portugueses, que moral tem o Governo para obrigar ao uso das máscaras? Nenhuma. O Governo tem hoje tantas dúvidas como as que tinha no ano passado relativamente às máscaras. A única vantagem que decorre desta imposição é a possibilidade de o Estado arrecadar mais receita. Ou seja, o Governo percebeu que pode lucrar e este ano há multas.

É fácil perceber o esquema. Primeiro, o Governo, numa parceria entre a Direcção Nacional de Receitas do Estado e a Administração Interna, irá abrir um concurso para a contratação temporária de fiscais com as seguintes formalidades:

  1. Função – vigiar o uso da máscara conforme exigido e medir a distância entre as toalhas na praia;
  2. Horário – época balnear oficial;
  3. Requisitos – Fitas métricas ≤ 1,5 m;
  4. Uniforme – casual.

O Estado fornecerá alegremente os terminais de pagamento imediato que só aceitam cartões de débito. Segundo, a probabilidade de os contratados serem todos socialistas é muito alta. Mas quem homologará o material e o tamanho das fitas métricas? Ah, pois. Mais um decreto, mais um regulamento, mais uma classe de funcionários públicos, i.e., o paraíso dos socialistas: mais burocracia e mais impostos.

Com este Governo todo o cuidado é pouco, porque o que parece caricato acontece. Mas já basta de abusos. Queremos ir à praia descansar em paz e dispensamos a fiscalização opressora do Estado.

Como já não há estado de emergência, recusarei o cumprimento de normas que não respeitam os preceitos constitucionais invocando o Direito à Resistência, plasmado no Art.º 21º da Constituição da República Portuguesa.

Eu vou à praia sem máscara. E não pagarei multas. Prendam-me.