Completou-se esta semana um ano sobre a longa noite eleitoral americana inconclusiva, mas em que todos ficámos convencidos de que Joe Biden tinha ganho. Ainda tivemos de esperar alguns dias pela confirmação. Hoje sabemos que, com sucessos e fracassos, os Estados Unidos têm um presidente muito ativo em política externa. Salientam-se aqui cinco pontos da agenda e das posições políticas de Joe Biden, em jeito de balanço de um ano muitíssimo atribulado.

Uma nova visão para o sistema internacional

Desde a campanha eleitoral que Joe Biden bipolarizou o conflito de transição de poder entre os Estados Unidos e a China. Do ponto de vista retórico não se tem cansado de dizer que estamos perante um cenário em que os valores e os interesses das democracias e das autocracias são divergentes e as primeiras têm de se unir para derrotar as últimas. Os Estados Unidos voltam a assumir o papel de líderes de mundo livre, ordenadores internacionais e de centro de gravitação de um conjunto de alianças mais global que no passado.

Há vários campos de disputa sendo os mais importantes o político, o económico, o diplomático, o tecnológico e o ciberespaço. Até agora, como veremos a seguir, a ordem Biden tem tido alguns sucessos e fracassos. Fica por perceber se esta divisão é benéfica ou contraproducente. Se por um lado contextualiza e “arruma” a casa, por outro tem provocado na China um mal estar significativo, que pode saldar-se numa escalada, numa conjuntura de equilíbrio já ténue.

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