Enquanto dormia… |
… “Quem quer ir a Ceuta pode ir, a fronteira está aberta. Não precisam de papéis nem dinheiro.” A mensagem correu veloz nas redes sociais e terá sido o que bastou — juntamente com a decisão do Supremo Tribunal a proibir devoluções imediatas para quem entra a nado e o rastilho de uma visita do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, à Argélia, o país vizinho e rival de Marrocos. Foram mais de 60 mil os migrantes que acorreram a Ceuta. Há pelo menos 88 mortos. O governo marroquino falou, pela primeira vez, atribuindo a situação às mensagens nas redes sociais e às redes de tráfico. “Não havia razões para não tentar”, dizem aos enviados especiais do Observador a Ceuta, Inês André Figueiredo e João Porfírio que nos contam o que levou milhares de pessoas a nadar de Marrocos para Ceuta (Espanha) em busca de outra vida. “Ninguém se importa de morrer a tentar.” Muitos já regressaram. Muitos ainda estão à espera da sua oportunidade. Ceuta viveu (e ainda vive) dias diferentes. Este é também o tema da História do Dia, com os jornalistas do Observador em Ceuta. Vamos continuar a acompanhar a situação ao minuto. Os ministros europeus da Administração Interna reúnem-se amanhã. |
Donald Trump garantiu este domingo que as negociações entre EUA e Irão deverão ser retomadas esta segunda-feira à tarde. Isto depois de Washington ter decidido cancelar um ataque de grandes dimensões contra o Irão que estava planeado para este domingo, disse ainda o Presidente dos Estados Unidos. O petróleo está nos 83 dólares. E no fim de semana o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que as negociações com o Omã sobre o “mecanismo mútuo” para gerir o Estreito de Ormuz estão na fase final, mas o Irão garante que a situação no Estreito não regressará à condição pré-guerra. |
A guerra jurídica na Universidade Nova de Lisboa (UNL) já deu origem a 10 processos em tribunal. E tem deixado em suspenso a conclusão do processo de escolha da nova liderança da universidade. O caso começou no final de 2025. O impasse continuar e poderá ter de chegar ao Ministério da Educação. |
O concelho de Almada vive com água limitada este verão. Houve semanas com vários cortes e várias horas sem que as casas e empresas conseguissem ter água. O Observador traçou o restrato estatístico de Almada, que aumentou o número de pessoas. Os licenciamentos e construção também aumentaram. |
“É um mau negócio para as federações-membro da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro a longo prazo da modalidade”. Foi assim que o braço direito de Gianni Infantino bateu com a porta. Carlos Cordeiro foi apenas um dos que contestou a ideia da FIFA de vender participações do Campeonato do Mundo e restantes competições do organismo a investidores privados. Um dos candidatos era o genro de Donald Trump. Infantino queria vender 20% dessas competições por 4,2 mil milhões de dólares. Era, acusou outro elemento da FIFA, Kevin Lamour, o “projeto de uma pessoa”. As associações regionais, com voz grossa da UEFA, contestaram o plano e o projeto já terá caído. Infantino ainda não. Mas a sua reeleição que parecia quase certa no próximo mês de março pode ter ficado comprometida. E até o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou que Infantino é “a pessoa errada para liderar” a FIFA. Pode recordar o texto que publicámos por altura do Mundial sobre a “construção” de Infantino. |
Ainda no futebol, a época nacional começou oficialmente este fim de semana com a Supertaça conquistada pelo FC Porto ao Torreense e com polémica à mistura. Os árbitros — que em audios vazados foram alvo de críticas duras de Pedro Proença, quando este se candidatava à Federação — foram novamente protagonistas. |
Não se esqueça que hoje à noite divulgamos o segundo episódio do novo podcast plus do Observador, “A vida dupla do espião traidor”, sobre um espião português que vendia segredos à Rússia de Putin. O primeiro episódio está já disponível. Se for assinante já pode ouvir todos os episódios. Tem narração de Ivo Canelas e banda sonora de Bruno Pernadas. |