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Alerta aos condutores que nas próximas semanas circularem na Rua João Saraiva, em Lisboa, frente ao Observador, de segunda a sexta-feira: se por acaso virem um cavalheiro bem parecido, cheio de ginga e talvez meio distraído, a atravessar a estrada de mochila às costas, lancheira a tiracolo, e com um computador portátil aberto na mão como se fosse uma bandeja, deixem-no passar — como se levasse uma reluzente e estridente sirene acoplada à cabeça. |
Muito provavelmente tratar-se-á do nosso editor da Manhã 2, Miguel Videira, que tem apresentado os noticiários entre as 12h e as 16h30, e já vai em cima da hora para dar voz a esse privilégio que é apresentar as notícias na Rádio Observador. O computador aberto tem as últimas notícias que a equipa está a preparar. O ar levemente distraído é afinal concentração na magia de criar mais um arranque surpreendente. O destino é um estúdio improvisado do outro lado da rua, para evitar que o ruidoso crescimento do Observador entre na emissão. |
Esse crescimento está neste momento a ser feito com estrondo — no sentido mais literal do termo. Estão a ser montados e instalados novos estúdios de gravação, locução e sonoplastia, para conseguirmos criar condições para fazer mais programas e gravar mais podcasts. O coordenador técnico da Rádio Observador, Nuno Serra Fernandes, que tem supervisionado o projeto com a minúcia e dedicação habituais, diz com graça que esta nova área bem se podia chamar a Casa dos Podcasts. |
Para atenuar ao máximo o ruído e o impacto na empresa e na emissão, todas as paredes foram pré-construídas em oficina e estão a ser montadas em módulos. Mesmo assim, o barulho é inevitável e fica concentrado entre as 12h45 e as 17h, hora do arranque da Tarde Política, em que voltamos a ter o estúdio cheio de convidados. |
Neste Dezembro completam-se sete anos desde que o Observador se mudou para Alvalade. Incrivelmente, começámos por ter apenas dois pequenos estúdios e uma cabine de locução. Logo no primeiro ano de vida da Rádio Observador, a pandemia mostrou que teríamos de expandir os estúdios, para respeitar a distância social e ter mais espaço para fazer outros conteúdos em antena — o que levou à primeira grande obra, para a construção de um terceiro estúdio que passou a ser o principal, de onde são feitas as emissões. |

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O espaço foi roubado a um auditório onde chegaram a realizar-se conferências e que ficou reduzido a metade. Agora elimina-se de vez o auditório, para passarmos a ficar com 5 estúdios, uma cabine de locução e mais gabinetes de sonoplastia. Um investimento considerável, que seria impossível sem o apoio dos nossos assinantes e anunciantes — e sem o entusiasmo crescente dos nossos ouvintes. Tudo por eles e para eles. Incluindo as corridas do Miguel Videira para o outro lado da rua, a caminho de mais um noticiário. |
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Talvez lhe tenha escapado
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Saúde
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Esquema envolvia a médica endocrinologista Graça Vargas, o seu companheiro (e advogado) e uma outra médica. É suspeita dos crimes de burla qualificada e falsidade informática.
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Arábia Saudita
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Após assassínio de jornalista crítico do regime, coroa saudita soube limpar imagem e assinou acordo de defesa com Trump — e vai comprar os poderosos caças F-35. Arábia é agora "grande aliada" de EUA.
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Privatização da TAP
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Suspeitas sob investigação incidem sobre duas operações sinalizadas pela Inspeção-Geral de Finanças: a recapitalização da TAP com fundos da Airbus e pagamentos a gestores por prestação de serviços.
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Presidenciais 2026
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Henrique Gouveia e Melo diz que o Governo o quis afastar de Belém para proteger Mendes e acusa Montenegro de ter políticas de imigração que "estão a cair mais para as ideias da extrema-direita".
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Presidenciais 2026
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Falaram, e muito, de independência. E lá pelo meio veio a maçonaria e as alterações à Constituição. Depois divergiram na TAP, na lei laboral e até nas prioridades da NATO. De acordo, só na Justiça.
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Presidenciais 2026
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Sempre em polos opostos, falaram do papel presidencial, da greve geral, da lei laboral, do 25 de novembro e da privatização (e buscas) da TAP. Mas foi a Ucrânia que voltou a tramar o candidato da CDU.
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Presidenciais 2026
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O debate começou com a lei laboral, aqueceu com a colagem que Ventura fez de Seguro a Costa e Guterres (e à esquerda) e acabou com um pacto para a Saúde que o líder do Chega colou à imigração.
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Presidenciais 2026
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Em entrevista ao Observador, na qualidade de mandatário de Gouveia e Melo, Rui Rio diz que a eleição de Marques Mendes representa um risco para o sistema, porque não travará descontentamento no país.
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Partido Chega
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O coordenador do Chega na comissão de Orçamento e Finanças critica o rumo definido pelo Governo e rejeita a ideia de que o Chega se esteja a aproximar do PSD, apontando o sentido contrário.
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Orçamento do Estado
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Cinco horas de votações e algumas coligações negativas acabaram por acontecer. Mas escaparam os aumentos permanentes adicionais nas pensões que PS e Chega pretendiam.
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Habitação e Urbanismo
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Reduziram-se, nas últimas semanas, os valores de IVA declarados pelo setor da construção na AT. Empresas do setor estão a atrasar faturas à espera da nova lei – que irá demorar mais alguns meses.
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Web Summit
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Não têm os mesmos direitos dos trabalhadores "humanos", mas entre os criadores de agentes de IA há quem acredite que é uma questão de tempo. Os novos "colegas" de IA estão a entrar nas empresas.
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Empresas
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Lucro da Nvidia cresceu 65%, superando as estimativas de Wall Street. Resultado acalma "nervosismo de curto prazo” sobre uma “bolha na IA”, mas “não encerra definitivamente o tema”.
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Hospitais
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Os prestadores privados estão a romper as convenções com o SNS por causa dos baixos valores pagos por exame. Médicos alertam para consequências nos diagnósticos: "Sentimos a ansiedade das pessoas."
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Arterial
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É preciso apostar na prevenção e no cruzamento de dados, para melhorar o custo-eficácia do tratamento das doenças cérebro-cardiovasculares. As conclusões saíram do evento "Debater para avançar".
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Arterial
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Há uma resposta rápida e eficaz quando ocorre um enfarte ou AVC, mas, antes e depois, o sistema continua a falhar. A prevenção e a comunicação ainda são o ponto fraco do sistema nacional de saúde.
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Arterial
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É preciso trabalhar mais em conjunto e a aposta efetiva na prevenção de doenças cérebro-cardiovasculares. As conclusões saíram do evento do Observador “Debater para avançar”, realizado esta semana.
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COTEC
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Jorge Portugal, da Cotec, dá nota "insuficiente" à aplicação das propostas de Draghi e, também, à aplicação do PRR nas empresas. Mas diz confiar que a Europa – e Portugal – têm "pernas para andar".
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COP30
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Lucia teve de fugir da Guatemala por denunciar a destruição de territórios indígenas, Moara luta para manter viva a cultura Tupinambá. As duas estão na COP para fazerem ouvir as suas reivindicações.
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Julgamentos
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Acórdão do julgamento que decorreu à porta fechada detalha como as provas apresentadas pelo ator de 41 anos e as declarações da queixosa levaram à sentença. Cotta processou "Maria".
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Tribunais
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Manuel foi entregue pela PSP ao pai, que alega que a ex-mulher levou o filho para Lisboa de férias e nunca regressou. Mãe diz que Lisboa era a residência do menor e critica processo repleto de falhas.
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Narcotráfico
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Circulavam, como estafetas, por Lisboa. Dentro da mochila não levavam comida, mas droga. As encomendas eram feitas numa aplicação desenvolvida por informáticos com "conhecimentos avançados".
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Prisão
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Durante a madrugada, uma pessoa saltou um muro, deixou um saco com telemóveis na prisão e escapou sem ser apanhado. A reconstituição, momento a momento, da entrega que expõe fragilidades em Alcoentre.
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Museus
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Na mudança para Mafra, o museu redescobriu-se e repensou-se, convidando os visitantes a fazer o mesmo em relação à música e aos seus instrumentos a partir de 22 de novembro, quando abrir portas.
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25 de Abril
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A euforia revolucionária cantou-se de José Afonso ao GAC, de Ágata a Quim Barreiros. Este é o segundo de uma série de 3 artigos sobre a transformação musical que se ouviu até depois do 25 de Novembro.
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Restaurantes
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Meses depois de perder a estrela, Ljubomir Stanisic falou com o Observador sobre o setor, a crise na restauração e a vontade de se reinventar. Admite, mesmo assim, querer voltar ao guia Michelin.
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Opinião
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O que está em causa, no que vai ser uma eleição em duas voltas, não é, na primeira volta, escolher um presidente, mas medir a relação de forças entre os partidos.
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Os camarados já foram. Os camarades sumiram-se. Agora os camaradas sobem ao palanque. A esquerda troca o wokismo pela luta de classes e, como de costume, aqui estamos às ordens para o novo activismo
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Seguro lá veio com a designação estafada da “esquerda moderna e moderada” para se caracterizar a si mesmo. Era melhor do que nada. Mas era tarde demais.
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A candidatura presidencial de um militar, em Portugal, em 2025, levanta questões que não se colocam em democracias mais antigas.
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Os Comandos seguraram o país à beira do abismo. Não pediram estátuas, nem feriados, nem hinos. Ficaram apenas satisfeitos por garantir que Portugal continuasse a existir como comunidade livre.
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