Ao longo de seis anos de investigação ao império Espírito Santo, o Ministério Público foi encontrando e tropeçando em centenas de ligações suspeitas — e algumas passaram mesmo o Oceano Atlântico e chegaram à América Latina. A partir de Portugal, os magistrados que assinam a acusação contra os alegados responsáveis pela queda do Universo Espírito Santo encontraram possíveis crimes de associação criminosa, corrupção com prejuízo no comércio internacional, corrupção no sector privado, falsificação de documentos e branqueamento de capitais que envolvem altas figuras do regime de Hugo Chavéz e Nicolas Maduro na Venezuela e até um ex-vice-presidente do Banco do Brasil, chamado Allan Simões Toledo.

No entanto, todas estas suspeitas vão continuar a ser investigadas num processo à parte que terá novamente Ricardo Salgado como principal arguido. Há ainda sete outros processos, também nascidos da investigação ao Universo Espírito Santo, que serão trabalhados autonomamente e que poderão dar origem a novas acusações.

O Observador resume-lhe cada uma das investigações que vão continuar, enquanto o processo principal, investigado desde 2014, é agora analisado pelas defesas dos arguidos para decidirem se avançam para a fase de instrução do processo, em que um juiz de instrução decidirá se o caso deve ou não seguir para julgamento.

Como foi desmascarado o carrossel do GES com a Venezuela que tornou Salgado suspeito de associação criminosa

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