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1. A semana que passou esteve cheia de política, quer em Portugal como na Europa, especialmente em Espanha e em Itália. O Congresso do PS foi um dos acontecimentos da política interna. Todos esperavam um Congresso calmo, de aclamação a António Costa. Mas não foi assim. Falou-se mais dos futuros candidatos à liderança do PS do que da estratégia de Costa para continuar no poder. Por vezes parecia mesmo que o actual PM não passa de um líder de transição entre o velho “PS de Sócrates“ e o futuro PS “socialista e de esquerda” de Pedro Nuno dos Santos. De tal modo que Costa se sentiu obrigado a a informar os seus camaradas que não tencionava reformar-se. Não deixa de ser extraordinário quando se esperava a consagração de Costa a um ano das eleições.

Em grande medida, a confirmação de Pedro Nuno Santos como o mais provável futuro líder do PS resultou, por um lado, dos seus indiscutíveis talentos políticos e, por outro lado, da relativa fraqueza de potenciais rivais internos como Medina e Assis. Terá que ser assim o próprio Costa a preencher o vazio e liderar a ala social democrata do partido, ele que queria ficar acima das duas alas. Não sei se estará mais irritado com a ousadia de Pedro Nuno ou com a azelhice de Medina (como é possível não ser capaz de aproveitar politicamente no interior do partido a sua vitória nas eleições de Lisboa?).

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