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Está enganado quem julga que os nossos governantes não têm um rumo. O país pode andar à deriva com uma dívida pública cada vez maior e uma perspectiva de futuro limitada, mas os nossos governantes sabem bem o que precisam e o que fazer para o conseguirem.

Veja-se Marcelo Rebelo de Sousa. Há duas semanas referi a sua intenção de ser o dono disto tudo por via de uma eleição esmagadora que o limpe das suas responsabilidades e que o permita impor-se a um Governo minoritário. Marcelo, com os votos da esquerda e com a direita no bolso, terá como objectivo ser o fazedor de maiorias, ora à direita ora à esquerda ou numa ponte entre os dois lados com o árbitro a morar em Belém. Foi o sonho de Eanes, o desejo de Soares que Cavaco frustrou e que está finalmente à beira de acontecer com Marcelo Rebelo de Sousa. O homem que viveu com o fito de governar Portugal está à beira de concretizar o seu propósito de vida. Não é coisa pouca, há que o reconhecer, embora Portugal pouco (ou nada) ganhe com isso.

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