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Foram vários dias de alta voltagem política, com os motores a trabalhar em várias frentes: no Parlamento concluíam-se as negociações à esquerda para assumir perdas, mas sobretudo para distribuir ganhos de última hora antes da aprovação do Orçamento de Estado. Ao mesmo tempo em Belém, mal tinha tomado posse a nova procuradora-geral da República, já se olhava novamente para a agenda para encaixar a cerimónia seguinte, consumada que estava a demissão do ministro da Defesa. E em São Bento, António Costa fazia planos mais ambiciosos e preparava-se para a remodelação mais profunda das várias a que procedeu no governo, substituindo os ministros que davam sinais públicos de maior fragilidade – cumprindo assim a vontade da maioria deles, os que há muito tinham pedido para sair.

O próprio Conselho de Ministros que durou todo o dia de sábado teve algo de surreal. Era a última vez que aquele elenco governativo se reunia e logo para aprovar uma lei que já não vai ser defendida por alguns dos que se sentaram à mesa durante 11 horas. António Costa tinha feito os convites para os senhores (e senhoras) que se seguiam e liderava a reunião já com a nova composição do Executivo fechada, que seria formalmente entregue a Marcelo Rebelo de Sousa assim que saísse dali a aprovação do Orçamento do Estado de 2019. Isto faz com que a proposta que o Governo vai entregar esta segunda-feira venha a ser defendida, nas audições parlamentares, por quatro ministros que não a negociaram. É a segunda vez que Siza Vieira está nesta posição, uma vez que no ano passado entrou para o Governo precisamente nesta altura, ficando a defender o Orçamento que tinha sido negociado pelo ministro a quem sucedeu, Eduardo Cabrita.

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