Marcelo todo poderoso e a avisar Governo, a direita tradicional sob pressão absoluta da extrema-direita, a esquerda esmagada. É um quadro político delicado o que sai destas eleições Presidenciais, com o Presidente reeleito a reforçar o número de votos face há cinco anos, em pleno agravamento da pandemia, e a atualizar em alta a sua influência sobre o Governo socialista que, por sua vez, viu os seus parceiros dos últimos cinco anos a sofrerem nas urnas grande parte do descontentamento. E a alternativa à direita, o PSD, a ficar cada vez mais nas mãos de um partido da direita radical.

Vamos por partes e analisar o que esta votação pode significar para cada um dos quadrantes políticos. A começar pelo Governo de António Costa.

Marcelo fica agora na cola do Governo

O primeiro-ministro foi rápido e “caloroso” na reação à vitória de Marcelo Rebelo de Sousa e quando ainda nem sequer tinha ouvido o discurso de vitória do Presidente reeleito veio logo pedir-lhe a continuação de “profícua cooperação institucional”. Parece que adivinhava que Marcelo não tardaria a vir sublinhar que a votação que leva destas Presidenciais conta com “uma significativa subida de percentagem e de voto absoluto relativamente há cinco anos”. E que mesmo com “abstenção elevada”, há que descontar “o efeito determinante da pandemia”. Ou seja, que quando tudo podia levar a uma votação por baixo, saiu por cima e que, por isso mesmo, lê no resultado que os portugueses querem “mais e melhor” da sua função.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.