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Foram 87 milhões de contas. A 17 de março de 2018, Christopher Wylie pôs o dedo na maior ferida do Facebook até à data: a empresa de análise de dados britânica Cambridge Analytica acedeu indevidamente aos dados de 50 milhões de contas — só mais tarde se soube dos restantes 37 milhões — para ajudar a eleger Donald Trump nas legislativas norte-americanas de 2016. Como? Através de um teste de personalidade ao qual os utilizadores responderam, acreditando que se tratava de uma investigação académica, e cuja base de dados foi depois vendida à empresa britânica.

Depois de o The Observer (The Guardian) e o The New York Times revelarem a história, o mundo de Mark Zuckerberg não voltou a ser o mesmo. Ao escândalo do Cambridge Analytica depressa se juntaram outros — soube-se que o Facebook tinha permitido que empresas como Samsung, Apple, Microsoft e Amazon tivessem acesso a dados pessoais dos utilizadores; um bug informático que ocorreu entre 18 e 24 de maio permitiu que os posts de 14 milhões de utilizadores se tornassem públicos, mesmo sem o terem assim definido e Zuckerberg foi acusado pela empresa norte-americana Six4Three de liderar um “esquema malicioso e fraudulento” para extrair informações privadas dos utilizadores.

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