Enquanto dormia… |
… Um elemento da PSP em funções na Polícia Municipal de Lisboa e seguranças de empresas privadas passavam a noite detidos após a operação “inédita” da Polícia Judiciária que prendeu seis elementos da organização neonazi, Movimento Armilar Lusitano. O grupo tem atividade pelo menos desde 2019 e está desde então na mira das autoridades. Hoje ficarão a conhecer as medidas de coação. Na operação foram apreendidos materiais explosivos, armas de fogo, algumas das quais produzidas através de tecnologia 3D, várias impressoras 3D, dezenas de munições, armas brancas, material informático, etc. Segundo a PJ, o Movimento Armilar Lusitano “pretendia constituir-se como um movimento político, apoiado numa milícia armada”. No canal do Telegram, que tem milhares de subscritores, há referências antissemitas e ameaçadas a Marcelo Rebelo de Sousa e a Gouveia e Meio. Em conferência de imprensa, a PJ revelou preocupação com o aumento de casos relacionados com movimentos radicais e violentos de extrema-direita em Portugal. |
O processo movido pelos irmãos que compõem Os Anjos contra a humorista Joana Marques, e no qual pedem uma indemnização superior a um milhão, começou ontem a ser julgado em tribunal. Acompanhámos a primeira sessão e hoje voltaremos a dar-lhe as informações minuto a minuto. Os irmãos Sérgio e Nelson Rosado foram ouvidos nesta audição para apresentarem os seus argumentos de que a crítica a que foram expostos por Joana Marques teve impacto nas suas vidas, com cancelamento de contratos e até ao nível da saúde, com Sérgio a assumir que o stress resultou numa “crise de acne”. E denunciando que ainda hoje recebem ameaças nomeadamente de grupos nacionalistas que os acusam de assassinarem o hino. A atuação dos Anjos no Autódromo de Portimão foi escutada em tribunal. Joana Marques ainda não foi ouvida. Só à entrada do tribunal declarou que será “perda de tempo” para a justiça. |
Continua hoje a discussão (e votação da moção de rejeição do PCP, condenada ao chumbo) no programa do Governo no Parlamento (que conseguiu eleger Pacheco de Amorim e Filipe Melo para a mesa da Assembleia). No primeiro dia, falou-se (e muito) de imigração, com o Governo a anunciar mudanças na lei de nacionalidade, na lei de estrangeiros e na lei de asilo, para estabelecer mais regras, nomeadamente para o reagrupamento familiar e para a perda de nacionalidade. O ministro da Presidência assumiu que não será automática, quando confrontado com a hipótese de inconstitucionalidade. Outro tema em destaque foi a reforma do Estado, com a estreia do ministro titular — e é possível reformar o Estado sem cortes? A IL desconfia que não. O Governo garante que sim. Ainda houve espaço para a defesa e para Miranda Sarmento se comprometer com contas certas. O Governo prometeu diálogo com todos (apesar de só ter chamado Chega e PS para uma reunião sobre defesa que se realiza hoje), e o PS mostrou abertura para acordos. O Chega não se compromete e até ameaçou derrubar o Governo se nada acontecer na saúde. |
A tensão no Médio Oriente subiu mais um degrau. Donald Trump abandonou o G7 mais cedo por causa do conflito entre Israel e Irão. Sinal de que chegaria um pano quente ou a um escalar. O Presidente dos Estados Unidos reuniu o Conselho de Segurança e uma das opções admitidas é um ataque por parte dos Estados Unidos, que já reforçaram as forças na região. Nas redes sociais Trump exigiu rendição incondicional e admitiu saber onde se encontra o líder supremo do Irão mas que “por agora” não planeia matar Ali Khamenei. A noite foi de ataques e Israel estará a ficar com poucas defesas anti-aéreas. O governo português já anunciou o encerramento temporário da embaixada em Teerão (Trump já tinha avisado que “toda a gente devia sair imediatamente de Teerão”). Vamos continuar a seguir os acontecimentos ao minuto. O regime de Teerão sobreviverá a este conflito? É o tema da História do Dia. E será também o tema do Contra-Corrente desta quarta-feira. |
Enquanto o mundo olha para o Médio Oriente, Kiev denunciou um “dos maiores durante a invasão” russa que serviu para fazer líderes do G7 “parecerem fracos” — no G7 os Estados Unidos ter-se-ão oposto a uma declaração forte sobre a Ucrânia. |
Em plena crise política em Espanha, com o PSOE no centro de um caso de corrupção, o Governo de Pedro Sánchez (que hoje está no Parlamento espanhol) revelou as conclusões do relatório sobre o apagão de energia que deitou abaixo a eletricidade também em Portugal, a 28 d abril. A culpa foi da Red Elétrica (acusada de erros de gestão da rede graves) e de operadores privados (não identificados) que têm centrais de produção e que são pagas para estabilizar o sistema mas não o fizeram. A Red Elétrica fará hoje uma conferência de imprensa. |
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Boa quarta-feira, véspera de feriado nacional |