Estreia-se este ano num Mundial a seleção que há dois anos também se tinha estreado num Europeu. E que estreia foi! Em França, os ‘vikings’ surpreenderam tudo e todos. Passaram a fase de grupos à frente de Portugal e ainda eliminaram a Inglaterra nos oitavos-de-final. Nesse ano, a equipa tinha dois selecionadores: o sueco Lars Lagerbäck e o islandês Heimir Hallgrímsson.

O primeiro saiu quando terminou a competição e deixou o comando da seleção ao segundo. E na qualificação, Hallgrímsson voltou a surpreender, qualificando-se em primeiro lugar (à frente da Croácia, equipa que volta agora a encontrar no grupo D) e sem qualquer derrota nos jogos em casa.

Heimir Hallgrímsson começou a apostar num 4-5-1, com o capitão Aron Gunnarsson a jogar numa posição de médio com funções mais defensivas ao lado de Emil Hallfredsson. À frente dos dois, joga o homem mais conhecido desta equipa: Gylfi Sigurdsson, médio do Everton. A Islândia é o país mais pequeno de sempre a jogar num Mundial e o primeiro participante a ter menos de um milhão de habitantes (em 2016 tinham cerca de 335 mil, de acordo com dados do Banco Mundial).

Hannes Halldórsson; Birkir Saevarsson, Kári Árnason, Ragnar Sigurdsson e Hordur Magnússon; Aron Gunnarsson, Emil Hallfredsson, Gylfi Sigurdsson, Birkir Bjarnason e Jóhann Gudmundsson; Jón Böðvarsson

Heimir Hallgrímsson

Gyfli Sigurdsson

Convocados

Guarda-redes: Hannes Halldórsson (Randers FC), Frederik Schram (Roskilde) e Runar Rúnarsson (Nordsjaelland)

Defesas: Kári Árnason (Aberdeen), Ari Freyr Skúlason (Lokeren), Birkir Saevarsson (Valut), Sverrir Ingason (FK Rostov/Granada), Hordur Magnússon (Bristol City), Hólmar Eyjólfsson (Levski Sófia), Ragnar Sigurdsson (FK Rostov)

Médios: Birkir Bjarnason (Aston Villa), Arnor Traustason (Malmö), Emil Hallfredsson (Udinese), Gylfi Sigurdsson (Everton), Ólafur Skúlason (Karabukspo), Rúrik Gíslason (Sandhausen/Nuremberga), Samuel Fridjónsson (Valerenga) e Aron Gunnarsson (Cardiff City)

Avançados: Jóhann Gudmundsson (Burnley), Albert Gudmundsson (PSV Eindhoven), Jón Böðvarsson (Reading), Alfred Finnbogason (Ausburgo) e Björn Sigurdasron (FK Rostov)

Ranking FIFA: 22.º

Presenças em fases finais: Estreia

Última participação: Estreia

Melhor resultado: Estreia

Antevisão: “Ganhámos experiência [no Europeu] apesar de o Mundial ser muito mais forte e maior. É uma grande vantagem já ter jogado numa grande competição. No Euro 2016 havia muita adrenalina. Agora já podemos estar mais relaxados, porque já sabemos um pouco mais o que esperar. Podemos abordar as coisas de uma forma diferente da de França”, disse Heimir Hallgrímsson à World Soccer.