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Coisas bizarras nas nossas malas (minha e do nosso editor de Fotografia, João Porfírio), para uma semana de reportagem sobre a crise em Moçambique: um Nestum com mel e cinco latas de atum, para o caso de haver uma crise no abastecimento de comida; um blazer, porque nunca se sabe; e dois torniquetes para o caso de alguém levar um tiro. Nada disto viria a ser necessário, mas tivemos de improvisar. |
Sábado, 11 de janeiro |
Aterramos em Maputo 20 horas depois de termos entrado no Aeroporto de Lisboa. Houve um atraso no voo da TAP e uma escala imprevista em Joanesburgo, por ser impossível atestar o avião em Moçambique. À chegada, as malas têm de passar num raio-x antes de saírem do aeroporto, sem que se perceba se está de facto alguém a controlar alguma coisa: passa tudo. |
Um taxista pede-nos mil meticais (15 euros) para nos deixar no centro da cidade e fala abertamente contra a Frelimo e a favor de Venâncio Mondlane, o auto-proclamado “presidente do povo”, que tinha regressado a Maputo dois dias antes. O Savana, um jornal historicamente mais independente, tem esse momento na capa com a manchete: “Chegou o Messias”. |
Fazemos uma primeira tentativa de estabelecer contacto com o próprio Venâncio Mondlane, mas o timing não podia ser pior: o seu assistente particular acaba de ser atacado por homens armados quando tratava da logística para uma intervenção pública do candidato. Disparam-lhe para as pernas (sem acertar), esmurram-no e levam-lhe o computador e o telemóvel. O assistente pede a um técnico que inutilize de forma remota a informação que está nos aparelhos, mas todos os contactos do círculo restrito do “presidente do povo” têm de mudar, por questões de segurança. Um primeiro encontro que chegou a estar apalavrado para este dia tem afinal de ser adiado. |
Um empresário português a viver em Maputo é o nosso primeiro anfitrião. Não pode dar a cara a contar a história dele porque os negócios dependem do regime. Mas fala em quebras de produtividade de 90% desde que começaram as greves e os protestos. Os trabalhadores não têm maneira de chegar à empresa, por falta de transporte. E não há sinais de que a situação vá estabilizar nos próximos tempos. Conta que muitos empresários portugueses viram os seus negócios a serem saqueados, mas não se vão embora por terem ligações familiares a moçambicanos ou por não conseguirem deixar o país sem perder tudo. |
O empresário põe-nos em contacto com um motorista de Yango, o equivalente ao Uber em Moçambique, que nos vai orientar durante a semana seguinte. Percorremos as principais avenidas de Maputo, a ver os locais onde houve protestos e a praça onde decorrerá a tomada de posse do presidente Daniel Chapo, já com as cadeiras no recinto e um forte dispositivo de segurança em todo o redor. |
Vamos jantar com um moçambicano envolvido ativamente nos protestos dos bairros da periferia. Conta-nos como está a mudar a dinâmica de poder nos bairros, onde o povo já não quer chefes de quarteirão da Frelimo e tenta forçar a nomeação de outros populares — mas estes resistem muitas vezes a aceitar a missão, por temerem uma vingança. Pelo caminho, a pé, cruzamo-nos com várias carrinhas da polícia com agentes de cara tapada, que patrulham toda a cidade. |
Domingo |
Dia de irmos ter com Venâncio Mondlane. Não dizemos ao nosso próprio motorista com quem vamos estar, apenas lhe damos um endereço. Esta cautela virá a mostrar-se claramente exagerada, mas não podemos arriscar nesta fase. |
Ficamos na recepção de um hotel de Maputo, à espera. Ao fim de 40 minutos, um segurança surpreende-nos: “Se eu soubesse que eram vocês, já vos tinha vindo buscar há mais tempo”. Guia-nos para os pisos de cima, por entre corredores onde nos cruzamos com mais guardas que estão a garantir a segurança do candidato. Deixa-nos numa sala de reuniões com uma mesa comprida, onde decorrerá o primeiro encontro. |
Venâncio Mondlane pensa que vem para uma entrevista, mas explicamos-lhe que além disso queremos acompanhar os bastidores do seu dia-a-dia, para registar melhor a importância histórica do momento que se vive em Moçambique. Durante duas horas falamos sobre tudo. Depois leva-nos a um quarto, de onde retirou a cama para transformar numa espécie de escritório particular. O João Porfírio faz uma primeira série de retratos de Venâncio Mondlane com a bandeira de Moçambique pelos ombros. Para ganhar profundidade, recuamos toda a mobília, a mesa e as cadeiras, mais e mais, até o seu guarda-costas principal ficar encostado à parede. Desafiado a posar para uma foto com o seu núcleo duro, o auto-proclamado “presidente do povo” decide que apenas o seu assistente particular deve aparecer, em pé, a seu lado, enquanto está sentado numa cadeira. |
Interrompemos a sessão porque está a chegar o embaixador português, com mais três diplomatas da embaixada, para uma reunião. Venâncio Mondlane diz que não se importa que sejam recolhidas imagens desse encontro, mas o embaixador rejeita. Será durante esta reunião que se realiza uma primeira conversa entre Venâncio e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, um contacto que virá a ser alvo de controvérsia nos dias seguintes. |
Ao fim da tarde, Venâncio Mondlane deixa o hotel para ir a um estúdio noutro ponto da cidade fazer uma das suas lives — e permite que o Observador o acompanhe em todo o processo. O secretário foi à frente, duas horas antes, para garantir que tudo estaria pronto. |
Venâncio Mondlane sai do hotel por um elevador nas traseiras, que o deixa diretamente na garagem, onde já está o carro preparado para o transportar e aos seus seguranças. Combinamos um ponto de encontro mais próximo do local da gravação, sempre sem dizer ao nosso motorista o que está a acontecer. O carro de Venâncio Mondlane serpenteia por um bairro residencial, aproxima-se de um portão de uma moradia, entra — e o portão é imediatamente tapado por uma carrinha, para dificultar qualquer tentativa de intrusão inesperada. A partir do terraço da moradia, uma porta dá acesso ao que parece ser um enorme estúdio apetrechado com a mais moderna tecnologia para gravação de vídeo. |
Sendo esta a sua principal forma de contacto com a população, Venâncio Mondlane tenta ser perfeccionista em todos os detalhes deste direto nas suas redes sociais: o que aparece e não aparece no plano, os títulos, as gralhas. É ele que dá todas as indicações na régie para o resultado sair o melhor possível. Antes de começar o direto, reza. Depois, demora-se a posar para fotos no estúdio com cada um dos oito técnicos que esteve a assistir. E dá uma atenção especial ao “Chairman”, a alcunha por que trata o dono do estúdio, sentado numa cadeira de rodas, que é um dos seus principais apoiantes. |
Segunda-feira |
É o primeiro de três dias de protestos convocados por Venâncio Mondlane. É também o dia da tomada de posse dos novos deputados no Parlamento. Na véspera tinham circulado nos grupos de whatsapp da oposição planos desenhados em vídeo a explicar como os populares poderiam tomar o poder. Mas à volta do edifício há demasiada polícia e nenhum sinal de manifestantes. Nos acessos ao centro da cidade, erguem-se muitas barricadas controladas por populares. Tentamos seguir em direção a um dos bairros da periferia onde vivem mais portugueses, mas quanto mais nos afastamos do centro, mais populares nos vão fazendo sinal para parar. Alguns bastante irados, por estarmos a desafiar a ordem de Venâncio Mondlane para bloquear o país. Dá para perceber como funciona: para deixarem passar o carro, os manifestantes exigem dinheiro. Qualquer resistência arrisca-se a ter como desfecho um atropelamento ou um ataque ao carro com pedras. |
Preparamo-nos melhor para esta incursão até aos bairros. O nosso condutor moçambicano troca notas maiores por notas mais pequenas e decide ir comprar garrafas de bebidas alcoólicas e alguns maços de tabaco, para correr menos riscos de alguns manifestantes lhe partirem o carro numa barricada. Também compra máscaras para nos protegermos se houver gás lacrimogéneo lançado pela polícia durante algum protesto. Mas nada disto será preciso, afinal. |
Voltamos para o hotel onde Venâncio Mondlane tem instalado o seu quartel-general, a partir de onde acompanha o essencial dos discursos na Assembleia da República e a evolução do primeiro dia de protestos por todo o país, dos quais resultam a morte de três seus apoiantes. |
Durante uma reunião do candidato com diplomatas estrangeiros, aproveitamos para conhecer melhor o seu secretário, Luís Mariquelle, que tinha sido apanhado na emboscada por homens armados dois dias antes. Já idolatrava Venâncio Mondlane desde a adolescência, quando ficava a ouvir os discursos do parlamento para aprender palavras novas. Um dia, Venâncio entrou no salão de barbearia gerido pela sua família, não havia ninguém livre e foi Luís que lhe cortou o cabelo. Pouco tempo depois, o político convidou-o para trabalhar com ele na sua equipa de redes sociais e desde então Luís tem-no acompanhado por todos os partidos onde passou, e mais recentemente acompanhou-o neste seu curto exílio pelo estrangeiro. Trata Mondlane por pai, mas está a fazer um esforço por lhe chamar presidente quando estão na presença de outras pessoas. |
Ao fim do dia, despedimo-nos de Venâncio Mondlane, do seu secretário e do seu guarda-costas principal. No regresso ao hotel, o nosso condutor, ainda sem saber o que estamos a fazer, diz-nos que conhece um irmão de Venâncio Mondlane e que pode tentar estabelecer contacto para o caso de querermos uma entrevista com o “presidente do povo”. |
Terça-feira |
Há dois moçambicanos com quem queremos muito falar, mas não está fácil. Um é Albino Forquilha, o homem mais odiado do país, o líder do Podemos, partido que apoiou Venâncio Mondlane na sua corrida presidencial, mas que acabou por ser apontado pelo próprio Mondlane como traidor, por ter aceitado tomar posse no Parlament. Há milhares de moçambicanos a transferirem-lhe um metical (pela app equivalente ao MBWay) e a insultá-lo com todos os nomes, para insinuar que se vendeu. O assessor começa por dizer que sim, mas recua depois de o Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD) apresentar queixa contra Forquilha, com base numa denúncia que indica que recebeu cerca de 3,3 milhões de euros e um carro para chegar a acordo com a Frelimo. |
Outro moçambicano que pode ter uma perspetiva interessante é um pastor que fundou uma organização em 2007 que contava com os dois atuais presidentes: Daniel Chapo, o presidente oficial, e Venâncio Mondlane, o “presidente do povo”. Fica intrigado por termos chegado a ele, passa-lhe pela cabeça a hipótese de ser envolvido numa futura negociação entre os dois homens, pede para pensar, hesita, diz que por ele sim, mas só se o presidente Daniel Chapo der ok — uma autorização que não chegaria a tempo de ainda nos apanhar em Moçambique. |
A meio da tarde, Venâncio Mondlane faz um direto de surpresa nas redes sociais para atacar Paulo Rangel, chamando-lhe mentiroso por ter dito publicamente que tinha contactado o Vaticano para se envolver na resolução do conflito pós-eleitoral em Moçambique; e por ter dado uma entrevista onde referia que mantinha contactos com Mondlane (que assegurou no direto que apenas tinha falado com o governante português durante a reunião de domingo com o embaixador em Maputo). Rangel respondeu ao Observador ainda em Lisboa, pouco antes de apanhar o avião para Maputo, onde chegaria na madrugada seguinte para assistir à tomada de posse de Daniel Chapo. |
É publicada no Observador a reportagem sobre os dois dias com Venâncio Mondlane e o nosso motorista percebe finalmente o que andámos a fazer sem lhe dizer. |
Quarta-feira |
A manhã da tomada de posse do novo presidente oficial começa com a notícia de três jovens assassinados pela polícia num bairro a dez km do centro de Maputo. Tanta logística para passar as barricadas, artilhados com as garrafas, os maços de cigarros e as notas pequenas — e afinal encontramos a forma mais eficaz de chegar ao bairro com uma espécie de livre-trânsito. Apanhamos boleia de Sheila Wilson, do CDD, conhecida por todos como a “jornalista do povo”: recebe denúncias de abusos policiais, chega aos bairros e faz diretos nas redes. |
Leva-nos na sua carrinha pick-up de caixa aberta, cá atrás. Tem tanta popularidade, que toda a gente acena à sua passagem. Não há barricada que a trave e à sua equipa. No bairro, juntam-se dezenas de moradores em seu redor assim que chega. Fala com dois ou três e inicia o direto nas redes sociais a denunciar o que aconteceu. Vizinhos e familiares estão num pranto, a descrever os tiros da polícia e os locais onde encontraram os cadáveres, assim que o ruído das balas parou. Os moradores decidem espontaneamente erguer mais uma barricada, com pneus e pedras, para impedir a passagem de viaturas que não sejam ambulâncias ou militares. |
Apesar das barreiras policiais entre os bairros da periferia e o centro da cidade, começa a circular o rumor de que pode haver jovens manifestantes que consigam chegar perto da tomada de posse disfarçados com camisolas da Frelimo. Vamos para junto da praça da Independência, onde se concentram poucas dezenas de jovens. A polícia começa por os dispersar recorrendo a cães. Todos recuam menos Venilda, que não quer arredar pé e vemos o momento em que é esbofeteada por um comandante da Unidade de Intervenção Rápida e logo a seguir a violenta agressão com duas bastonadas desferidas por outro agente. |
Depois, duas cenas de descontrolo das autoridades, que desatam a disparar balas para o ar, com os manifestantes a fugir por onde podem, com medo que lhes acertem. A primeira sessão de tiros começa em pleno direto para o noticiário da Rádio Observador. A segunda, hora e meia depois, é ainda mais desvairada: acontece num ponto mais próximo da cerimónia de tomada de posse e envolve, além dos polícias, também militares a disparar para o ar, numa rua onde se cruzam manifestantes em fuga com convidados da cerimónia. |
O João Porfírio consegue proteger-se temporariamente no interior de um autocarro de uma banda filarmónica que tinha estado a atuar, com todos os músicos a olharem para ele. Eu agacho-me com outro transeunte entre dois carros, com militares a dispararem a três metros de nós, a varrer a rua com os olhos a ver se ainda há manifestantes. |
Ainda vemos um carro da polícia a parar frente a um beco para apanhar dois manifestantes, que obrigam a subir para a viatura enquanto lhes batem. |
O nosso condutor mantém-se sempre por perto, mesmo durante os tiros. Diz que não abriu a porta do carro para entrarmos porque achou que havia o risco de esse gesto atrair a atenção dos polícias armados e de os fazer disparar. |
Paulo Rangel fala aos jornalistas portugueses depois da cerimónia para dizer que recebeu as críticas de Venâncio Mondlane com fairplay — e que vai encontrar-se com ele no dia seguinte. |
Quinta-feira |
Afinal, não. Não há encontro entre Paulo Rangel e Venâncio Mondlane. A notícia é dada pelo Observador depois de uma conversa com o candidato presidencial, que invoca questões de segurança. Mas nessa mesma tarde recebe no seu hotel-esconderijo uma delegação do Podemos, incluindo o líder, Albino Forquillha (apontado como traidor) para negociar uma reaproximação. |
Por enorme coincidência, tropeçamos precisamente em Albino Forquilha no bar do hotel onde ficou instalado o ministro Paulo Rangel e tentamos agendar uma entrevista. Ele aceita e marca para o dia seguinte, no mesmo bar. |
Entretanto, o contacto de Venilda, a mulher esbofeteada na véspera, espalha-se pelas redes sociais, o que dá origem a dezenas de transferências para a sua conta, por solidariedade. Venilda transforma-se numa estrela nacional e vamos procurá-la nos estúdios do canal “A Tua TV”, uma vivenda de dois andares. |
O João Porfírio pede para fazer uma foto durante a entrevista ao “programa do Fred”, mas depois o Fred (o apresentador) pede espontaneamente para os jornalistas portugueses se aproximarem dele e da entrevistada. Parece que está num intervalo, mas afinal não, é tudo transmitido em direto: quem está a seguir pela televisão vê subitamente os dois enviados do Observador a entrarem no plano do lado esquerdo, a ficarem em pé a falar por um minuto com o Fred e a Venilda, a recordarem a cena de violência da véspera e depois a saírem do plano a despedirem-se do apresentador, para ficarem a aguardar pelo fim da entrevista. |
Estava mesmo muita gente a ver, o que se comprova pela pequena multidão que vem abraçar a mulher esbofeteada à porta da televisão no fim da entrevista; e, de forma mais modesta mas igualmente elucidativa, pela quantidade de moçambicanos que nos reconhecem na rua e se metem connosco, a dizerem que nos tinham visto no “programa do Fred”. |
Outra história que marca o dia é a detenção do pastor que foi a um encontro religioso dizer na cara do presidente Daniel Chapo que devia devolver os votos roubados na eleição. É libertado ao fim da tarde, mas só conseguimos falar com ele e com o seu advogado à noite, para nos revelarem os detalhes inquietantes sobre os interrogatórios das autoridades e o vídeo para o presidente, que o pastor teve de gravar antes de ser libertado. |
Sexta-feira |
Albino Forquilha chega com ligeiro atraso ao bar do hotel, acompanhado por três assessores. Pede um chá e ao longo de 80 minutos revela o que sente o homem mais odiado do país, apontado por todos como traidor, insultado em permanência. Desmente que tenha sido corrompido pela Frelimo, explica a estratégia da negociação com o regime, desvenda o processo de reaproximação a Venâncio Mondlane, mas ao mesmo tempo dá a entender que ambiciona lançar a sua própria candidatura presidencial. Aceita posar para as fotografias enquanto canta e toca piano para um bar vazio. |
Poucas horas depois, Venâncio Mondlane bate recordes com mais um direto nas redes sociais, a anunciar as suas medidas para os primeiros cem dias de governo, mas choca uma parte da comunidade internacional ao defender o “olho por olho”, propondo que o povo se vingue de cada polícia que mate um moçambicano. |
Saímos de Maputo na madrugada seguinte. No aeroporto, ao passar no raio-x, um funcionário vê um maço de cigarros na bandeja e diz que tem de reter o isqueiro. O funcionário seguinte diz que quer receber o mesmo que recebeu o colega anterior — mas já não há mais isqueiros. |
Dois moçambicanos a estudar em Lisboa defendem o “olho por olho” decretado por Venâncio Mondlane. Vêm falar connosco porque nos viram no programa do Fred. |
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Talvez lhe tenha escapado
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Assembleia Da República
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Deputado do "caso da mala" vai custar quase 140 mil euros por ano à AR, mais do dobro do que custava antes. Vai ter gabinete e tempos próprios. Sete respostas sobre os novos direitos de Miguel Arruda.
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Partido Chega
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Miguel Arruda foi visto com malas na Assembleia da República, até no gabinete de trabalho. É pacato no dia-a-dia, mas nas redes sociais defendia neonazis e tem o mesmo advogado de Mário Machado.
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Bloco de Esquerda
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Recurso à figura da comissão de serviço para contratar deverá proteger o Bloco. Trabalhadoras não foram substituídas nos seus postos, mas apontam desvantagem por serem mães.
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PS
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Partido agitou-se sobretudo com declarações sobre respeito de imigrantes pelo "modo de vida" português. Mas há quem festeje "posicionamento claro", como é o caso do autarca Ricardo Leão.
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Vichyssoise
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Em entrevista ao Observador, Francisco Assis reconhece os méritos de António Vitorino mas continua a preferir Seguro. Pede ao PS que resista ao "ataque mesquinho" e defende Pedro Nuno das críticas.
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Presidenciais 2026
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Almirante sugeriu fim do MAAP e rejeitou jantar pago que podia ser confundido com campanha. Gouveia e Melo vai ser mais criterioso com os convites que aceita para evitar cometer erros que comprometam.
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Eleições Presidenciais
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Figuras influentes do partido tentam dar empurrão a Marques Mendes em declarações concertadas com Montenegro. Afunilamento no ex-líder retira espaço a alternativas como Aguiar-Branco.
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Podcast Plus
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31 de julho de 1992. Quando encontra o corpo de uma mulher num barracão na Póvoa de Santo Adrião, a PJ não imagina que é o início de um dos mais enigmáticos casos da história do crime em Portugal
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Podcast Plus
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Cinco meses depois, mais um crime, noutro local mas com a mesma assinatura. No episódio 2 de "A Caça ao Estripador de Lisboa” a PJ já não tem dúvidas de que há um assassino em série à solta na cidade.
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Podcast Plus
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O assassino volta à Póvoa de Santo Adrião e faz a terceira vítima. Mas desta vez a polícia não precisa de ajuda para a identificar: é uma mulher que os agentes responsáveis pelo caso conhecem bem.
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Podcast Plus
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Com a investigação praticamente parada, a PJ decide pedir ajuda à polícia internacional mais habituada a lidar com casos de assassinos em série. Quarto episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa".
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Podcast Plus
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E se o assassino já tiver começado a matar há anos e nos EUA? No episódio 5 de "A Caça ao Estripador de Lisboa" a PJ segue várias pistas internacionais. E põe sob escuta um médico muito suspeito.
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Podcasts
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No último episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa", os crimes prescrevem mas a história não acaba. Vinte anos depois, um jornal anuncia que fez o que a PJ nunca conseguiu: descobrir o assassino.
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França
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Menina de 13 anos vivia com a família na aldeia de Montblanc, no sul de França. No início do confinamento, em 2020, foi mantida numa cave completamente nua. Morreu de fome, com apenas 28 quilos.
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Caso das gémeas
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Houve ou não acesso irregular ao SNS no caso das gémeas? Sete meses depois, aproxima-se o fim do inquérito parlamentar. O MP constituiu três arguidos. Explore os diferentes testemunhos neste especial.
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Caso das gémeas
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Na última audição da CPI, o ex-secretário de Estado recusou ter beneficiado as gémeas mas assumiu, pela primeira vez, que as crianças foram tema na reunião com o filho do Presidente da República.
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Segurança Social
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Especialista que ajudou a elaborar o livro verde do sistema de pensões diz que Governo "não tem maioria" para medidas com "custo político significativo" numa área em que tenta reconquistar eleitorado.
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Inteligência Artificial
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Presidente dos EUA recebeu líderes de três tecnológicas na Casa Branca para divulgar projeto milionário para a IA. Musk ficou à distância e já questionou publicamente a iniciativa.
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Estados Unidos da América
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Trump reentra na Casa Branca mais confiante e mais experiente. Manteve agenda política e rodeou-se de aliados (incluindo bilionários). A segunda vaga do trumpismo começa forte. Será que se mantém?
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Estados Unidos da América
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Stephen Miller regressa à Casa Branca com mais experiência e poder. Nascido na Califórnia, conselheiro defende política de tolerância zero à imigração ilegal — e Trump confia "totalmente" nele.
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Estados Unidos da América
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Primeiro Donald Trump, depois Melania. O casal presidencial norte-americano lançou-se no mundo das criptomoedas com "meme coins", inspiradas em piadas ou fenómenos virais online. Que impacto tiveram?
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Moda
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As bíblias da Moda podem hesitar em conceder-lhe honras de capa enquanto primeira-dama, as escolhas podem suscitar polémica, mas com a ex-manequim o estilo volta a desfilar na Casa Branca.
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Guerra na Ucrânia
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Macron teve a ideia, Starmer concorda e Trump também. Se houver cessar-fogo, podem ser destacados cerca de 100 mil militares europeus para a Ucrânia, servindo como garantia de segurança para Kiev.
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Mark Zuckerberg
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Zuckerberg quer ficar nas "boas graças” de Trump, diz uma ex-diretora de políticas da empresa. “Quer proteção”, considera a denunciante Frances Haugen. O primeiro passo? Alterar a moderação online.
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Elon Musk
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Porque quer Elon Musk ir a Marte? E ainda, como um livro de ficção cientifica transformou e moldou a vida do empresário. Musk tem a chave da Casa Branca e quer deixar uma marca na humanidade.
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Moda
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É considerada a responsável pelo estilo dramático e ousado da soprano mais famosa do século XX. E também por reinventar a imagem da Callas depois da cantora perder mais de 30 quilos em apenas um ano.
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Música
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Inspiraram-se numa personagem do subúrbio onde cresceram para criarem o imaginário do sétimo disco, da violência policial aos milionários no poder. Eis “Passa-Montanhas”, eis os Linda Martini em 2025.
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Os regressos de Ngozi Adichie e Ricardo Adolfo, a chegada de clássicos do terror japonês ou do romance belga, as autobiografias de Herzog ou de uma sociopata. Há muito por onde escolher em 2025.
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Opinião
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Em 2002, Jean-Marie Le Pen explodiu e passou à segunda volta nas presidenciais. Em 2007, encolheu. O que mudou naqueles cinco anos? Simples: o candidato do centro-direita decidiu ouvir os eleitores.
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A vigarice de colarinho branco, e subsequentes fatos de Rodeo Drive, é invejada. Quando a vigarice se resume ao furto de jeans pré-lavadas e peúgas sujas o “tuga”, implacável, cai-lhe em cima com zelo
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Nos EUA, o poder voltou outra vez a olhar para a realidade sem o condicionamento woke. Já é uma grande coisa, quando na Europa a tendência é para apertar ainda mais a venda sobre os olhos.
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Silicon Valley está cheia de europeus. O problema é o ambiente de investimento na Europa. Os europeus preferem regular a arriscar, e preferem conservar a inovar.
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